É brincando que se aprende
Por meio do brincar é que se desenvolvem as mais importantes habilidades, já na infância. Filhotes de leões brincam para aprender a caçar, num ambiente seguro e controlado. Crianças brincam de amarelinha enquanto desenvolvem coordenação motora e equilíbrio, jogam queimada enquanto desenvolvem trabalho em equipe e, brincando de desenho e pintura, vão preparando suas pequenas mãos para a atividade da escrita.
Não é à toa, portanto, que o lúdico é tão presente na vida das crianças e adolescentes: nas brincadeiras da infância; nos jogos de computador, celular e videogame; e também nos esportes.
Nos últimos anos, também têm voltado à cena os jogos de tabuleiro. Muito populares até os anos 80, foram deixados um pouco de lado com o advento dos jogos digitais. Agora, num mundo tomado por telas, os jogos de tabuleiro foram modernizados e voltam com força total, com cada vez mais pessoas buscando uma diversão “analógica”, recolhendo os benefícios de interação social e conexão humana que estes tipos de jogos oferecem.
Quem também tem aproveitado este fenômeno são as escolas. Na busca pelas “metodologias ativas de aprendizagem”, têm utilizado jogos de tabuleiro e de cartas como instrumento de engajamento dos estudantes no processo de aprendizagem, buscando superar os limites da educação tradicional.
O lúdico na catequese
Há muito tempo o lúdico é utilizado na dinamização de encontros de catequese, seja por meio de dinâmicas de grupo, seja por meio de atividades lúdicas como caça-palavras e desenhos bíblicos para colorir.
Nesse sentido, vêm surgindo iniciativas de desenvolvimento de jogos de tabuleiro específicos para a realidade da catequese. Pensados como ferramentas pedagógicas, estes jogos têm o potencial de enriquecer o processo de iniciação à vida cristã.
Uma das principais vantagens das atividades lúdicas é trazer o/a catequizando/a para o centro da atividade catequética, sendo protagonistas no processo de educação na fé. Assim, fica muito mais fácil conhecer e encantar-se pela história e mensagem de Jesus Cristo.
Os cuidados na escolha das ferramentas lúdicas
Contudo, é preciso estar atento na escolha e aplicação de atividades lúdicas, de modo a garantir que se atinja os objetivos do processo pedagógico proposto na catequese.
É importante sempre ter em mente que os jogos e demais atividades são ferramentas para dinamizar e enriquecer o processo, e não um fim em si mesmos. Dessa forma, devem estar integrados ao que se propõe trabalhar em cada encontro.
Nesse sentido, é essencial a figura do mediador (em geral, o catequista): aquele que fará a ligação entre o que foi vivenciado por meio do lúdico com tema central do encontro de catequese. Quanto melhor for feita essa mediação, maior será o sucesso da atividade lúdica em contribuir com os objetivos do encontro.
Quando pensamos em jogos para a catequese, é importante que sejam pensados de forma a contribuir no caminho de aprendizagem, em vez de serem apenas utilizados como avaliação do conhecimento prévio. Como os catequizandos estão em processo de conhecer a história de Jesus e a vida da Igreja, fica o desafio para que os jogos ajudem a tornar esse processo divertido e interessante.